Assim ou de outro jeito a flecha atingiria o meu peito
De qualquer forma eu seria ferida
Vindo daqui ou dali ela me acertaria
Por um motivo ou por outro o ferimento existiria
O sofrimento iria chegar
Fundo, bem fundo, nas profundezas da alma
A direção de onde veio a flecha talvez não importa tanto, ela poderia vir de qualquer lugar que iria me acertar
O alvo era certo, meu peito.
O Universo apenas se aproveitou de uma historia que eu criei e me acertou
Era a hora.
A minha hora.
A minha historia.
Se dói uma flechada no peito?
Dói. Dói demais.
Mas a dor me fez correr atrás do alívio
Da cura.
Me fez enxergar todos os medos e culpas que a gente segura.
Para curar é preciso soltar
Liberar
Se libertar.
Me reencontrar no meio de tanta dor.
Eu não queria mais sangrar.
Era hora de renascer
Transcender
Recriar um novo mundo
Crescer.
Transformação da mente para que o coração seja livre.
E seguir em frente, pois todas as feridas curam, cicatrizam e mesmo se deixarem marcas, serão apenas marcas, sem dor.
Serão marcas de memória, que fazem parte da minha história.