caderno de arte


Movimentos Involuntários do corpo. Livre é aquele que expressa o seu verdadeiro eu. Solte-se! Revele-se a si mesmo!

sábado, 15 de outubro de 2016

VIVER

De que vale a vida se não for para amar
De que vale o amor se não for a cada segundo
De que vale cada segundo se este não for uma eternidade
E a eternidade, de que vale se não for o presente
Viver intensamente cada segundo como se fosse pra sempre
De que vale temer a capacidade de poder ser livre
Livre de olhos curiosos
Livre de bocas falantes
Livre de pensamentos nervosos
Apenas amantes do prazer que é viver.


O Belo

O Belo pode ser o verde, o azul, o preto ou o amarelo.
Pode ser um pé de chinelo
Um par de botas, pernas tortas
Musculosas ou magrelas
O Belo pode estar nas passarelas ou nas telas de pintura ou de cinema
Ou nas ruas de Ipanema
O Belo pode ser belo para mim e não para você
Na verdade, o Belo está nos olhos de quem vê.

Pode ou não pode?


Às vezes pode
Às vezes não pode
Quando pode pode
Quando não pode não pode
Tudo pode quando pode poder
Se não puder
Fazer o que...


E assim é....

Um luar pra namorar
Um mar para surfar
Uma pedra para escalar
A chuva para florir
Flores para sorrir
Amigos para brincar
Música para dançar
Tempo para pensar
Água para lavar
Um corpo para viver
Viva para depois morrer
Morra para depois nascer!

Eu choro

Achar que nunca mais vou chorar é ilusão
Mas que eu chore com mais sabedoria, mais gratidão, mais perdão.
Que esse choro seja mais de alívio e aceitação.
Entrega.
Que esse choro lave a alma e traga um descanso necessário.
Que esse choro traga um sorriso.
Que esse choro seja calmo e tranquilo sempre com a certeza de que tudo acontece para o melhor.
O caminho é perfeito.
Deus está no comando e sempre tudo passa.
Que esse choro abra espaço para a paz e alegria. 
Relaxe o peito para que a luz brilhe e a felicidade apareça!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

PRIMAVERA

Uma página em branco
Um novo caderno
A primeira página desse novo caderno
A primavera
Tempo de florir e renascer
Ter o poder de criar e construir
Se renovar
Abandonar o velho
Transcender o que somos
Ter consciência de ser o que viemos ser
Uma vida nova
Um novo olhar
Por um novo caminho caminhar
E se pudermos ser livres?
E se pudermos ter escolhas?
E se pudermos nos reconhecer como seres infinitos?


E se pudermos ter confiança e nos entregar?
Trocar de pele, pêlos, bicos, unhas, penas, cabelos...
E se tudo isso for natural?
Sofrimento e renascimento
Luta pela sobrevivência
E se tudo isso fizer parte da vida?
E se isso tudo for um ciclo natural?
E se pudermos ser tudo aquilo que gostaríamos de ser?
Será que isso expandiria o nosso mundo?

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Numa tempestade em mar aberto
Ou numa cidade de concreto
Passamos por momentos difíceis
Assim como presenciamos cenas incríveis
Vivemos momentos felizes
Pôr do sol
Dançar só
Dançar acompanhado
Abraçado ver o mar
Se molhar
Olhar as estrelas
As ondas a bailar
Água correndo
Vento soprando
Assobiando
Vamos andando, observando e participando até tudo isso acabar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

EU

Meu nome é Taissa.
Posso não ser poeta, nem cantora, com certeza não toco violão tão bem assim. Pratico esportes, mas longe de estar entre as melhores. Busco evolução espiritual, mas faltam algumas vidas para me tornar um ser iluminado. Sou mãe e faço o meu melhor, mas confesso que às vezes perco a paciência e gostaria de estar sozinha.
Mas resolvi que não me importo. Escrevo o que sinto, canto e não tenho medo de desafinar.
Toco mesmo que o som saia meio esquisito.
Faço meus esportes e a competição é comigo mesma. A intenção é me divertir.
Continuo caminhando para que um dia, não importa qual, eu me ilumine.
Tento apenas ser uma pessoa melhor a cada dia. E se hoje não fui melhor do que ontem, tudo bem, tenho amanhã para tentar novamente.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Dualidades

Se a vida são dualidades,
tudo bem, eu aceito.

Aceito momentos tristes,
                                         Mas quero momentos de alegria

Aceito lágrimas
                           Mas também quero sorriso

Aproveito a noite
                             Mas adoro brincar durante o dia

Gosto da chuva
                          Mas também gosto que o sol aqueça o meu corpo

Aprecio a lua e o brilho das estrelas
                                                            Mas também contemplo o azul do céu

Entendo ter que aceitar a morte
                                                     Mas acredito que a vida é para ser vivida mesmo com suas dualidades

Meus olhos podem chorar
                                           Mas também podem sorrir

Minha boca pode falar
                                      Mas às vezes quer se calar

O barulho e o silêncio

A luz e a sombra

Estar junto ou estar só

Estar com você mesmo

Caminhos e escolhas

Contrair
Relaxar

Tudo isso faz parte da vida e suas dualidades.



                 

sábado, 6 de agosto de 2016

Respira, não pira!

Se o peito aperta
Respira, não pira
Se o coração acelera
Respira, não pira
Se o medo aparece
Respira, não pira
Se os pensamentos chegam
Respira, não pira
Eles vêm e vão
Não liga não
Conecte-se com você, com seu verdadeiro ser
Acalme o coração
Deixe que ele comande
Quando o coração fala
A mente cala
Feche os olhos
Ou mantenha-os abertos
Tanto faz
Onde estiver
Respira, não pira!

domingo, 31 de julho de 2016

TRANQUILA


E se hoje o Sol não aparecer
Tudo bem, fico tranquila
Arrumo outro jeito de me aquecer

O frio chegou, o corpo esfriou, o vento soprou
E as árvores, dançam, lindas!
Todos continuam com suas rotinas
Mesmo se o Sol não aparecer

Eu me ausento do tempo um pouco e vejo que a Terra continua a girar e até mesmo o Sol, em algum outro lugar está a brilhar.

Mas eu fico tranquila, sei que tudo vai passar.

A Lua, bem cheia, vai chegar e iluminar a escuridão que tomou conta do meu coração.
Mas no escuro, percebo o sentimento mais puro, o amor.
E de repente me vejo sozinha, ao som do silêncio, da vida que acontece a minha volta.

Todos se foram.
Mas eu fico tranquila, sei que vão voltar.

Um tempo que pára dentro de mim, um silêncio que vibra dentro de mim, lá fora, tudo acontece normalmente.
Mesmo sendo tudo igual aparentemente, para mim está diferente.

E se o Sol não aparecer, tudo bem, fico tranquila, espero o próximo amanhecer.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Sempre Juntos!


   Desde que me entendo por gente minha mãozinha segurava naquela mãozona.
Mão grande, calejada, de gente forte e trabalhadora. Éramos figuras bem diferentes. Um homem grande com cara de bravo e eu, pequenininha, loirinha, magrinha e com toda  a leveza de uma criança. E andávamos pra lá e pra cá. Banco, mercado, bar pra fazer raspadinha, restaurante pra comer bife com batata frita, karatê. Éramos parceiros. Eu na vida dele e ele na minha. Se eu me perdia no mercado era só um assobio e eu aparecia. Tudo combinado.
   Saíamos andando pela rua falando com todos os que passavam. Brincando aqui, brigando ali, ele se entendia e era querido por todos. E eu andando junto, minha mãozinha segurando aquela mãozona. E assim seguíamos. Um cara durão para quem via de fora, mas para mim que segurava aquela mão, era um cara dono de um coração enorme. Brincalhão, prestativo e sorridente.
   Quantos sorrisos eu ganhei daquele rosto fechado sempre pronto para lutar.
   Sim, um guerreiro. Uma mulher, quatro filhos e seus negócios.
   Quantas brincadeiras e piadas nos fizeram rir.
   Eu o acompanhei e ele me acompanhou. Onde eu estava ele ia ver o que eu estava aprontando. Tomava conta de tudo.
   Carlos Alberto do Monte Rêgo. Para alguns Carlinhos. Para mim, meu avô, exemplo de homem. Perfeito, nem pensar, não fazia a menor questão disso. Ele era humano e fazia o que achava certo. Forte, seguro e determinado. Irreverente, cabeça dura, mas sempre andando pra frente.
   Agradeço muito pela oportunidade de ver tão de perto esse jeito tão especial de passar pela vida.  


VIDA ETERNA

Acho que era terral o vento quente que soprava naquela manhã de sol e céu azul. O mesmo vento que deixa o mar lisinho e as ondas perfeitas... Vi pássaros e não tinha nuvens. Seria um dia maravilhoso se não fosse o furacão que passava dentro de mim. Um ótimo dia para um passeio. Para qualquer lugar, até mesmo para onde não conhecemos. Que esse vento quente tenha te levado Vô, sem te deixar sentir frio jamais. E que nesse lugar você seja acolhido pela paz e pela eternidade. Sou um pedacinho seu e carrego sua força comigo. Se não disse que te amo tantas vezes quanto senti, foi por que ainda acreditava em heróis imortais. Sou muito grata pela oportunidade de ser sua neta e poder ter visto o mundo pelos seus olhos. Seus passos na terra estão sendo seguidos. Vida eterna Vô!