As lágrimas que saem da alma amolecem as couraças criadas
A madeira podre que queima no fogo faz virar pó o que não é mais necessário
A alma fica limpa
O corpo se transforma
A energia transmuta
E a mente sossega
Já não preciso mais tanto dela
Ela já não comanda mais
Meu coração está em paz
Entendo tudo
Enxergo de olhos fechados o fundo, o espaço mais apertado, calado
Escondido lá dentro, no centro
Uma luz está acesa e eu sinto com clareza a beleza da vida que é ser eu mesma
Faça chuva ou faça sol
Não preciso mais fazer silêncio ou andar na ponta dos pés, se ele acordar, tudo bem
Eu te liberto e assim me liberto também
Minha janela quem abre ou fecha sou eu
Quero somente o que é meu
O seu eu não quero mais
Um sorriso no rosto com gosto de arte que está por toda parte
Não precisamos ir até Marte para sermos especiais
Já somos espaciais naturalmente
Seres espirituais aparentemente humanos
E por trás dos panos somos todos iguais.